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Review: The Art of Forecasting uning Solar Returns

11 Janeiro, 2009 · 3 Comentários

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Minha opinião curta e grossa:

fiquei extraordinariamente decepcionado com esse livro. O livro recebeu uma série de críticas muito favoráveis, de que era um ótimo livro sobre Retorno solares, mas para mim é tudo “hype”, modismo. O livro é de qualidade, no máximo, mediana, e o que chama mais interesse para o astrólogo tradicional, que são as partes relativas a Morin e outros autores antigos, é superficial e cheia de vícios de astrologia moderna. Para um astrólogo moderno, é até uma boa compra, porque a maioria dos livros de Retorno solar são absolutamente horríveis e mal escritos, e há pouquíssimas opções (mas mesmo assim, eu sugiro o livro de Nance McCullough que é muito superior, e é de astrologia moderna). Para o astrólogo tradicional, é uma perda de dinheiro (principalmente considerando os custos em dólar).

Atenção: se você não sabe o que é um retorno solar, um bom local para começar é aqui: Como calcular a revolução solar.

Descrição rápida do livro:

O livro, mais que ser um manual, pretende ser uma leitura “neutra” de diversos autores, como Volguine, Morin, Shea, Merryman, etc. Analisando em cada capítulo um autor, o livro pretende, ao final, ser uma síntese “do que funciona” e dar uma visão ampla do método.

O livro começa com a análise de Volguine, basicamente da comparação do RS a partir da interposição do Ascendente da RS com as casas do mapa natal. Por exemplo se o ASC da RS está na casa 8 natal, os temas da casa 8 serão trazidos à tona. Para os gringos, é até importante uma análise de Volguine, mas nós brasileiros temos a tradução do francês disponível há vários anos. Eu comprei a minha cópia faz muito tempo, por uns 10 reais num sebo. Procurando na internet, você acha o pdf em espanhol. (Fofoca: um “importante astrólogo brasileiro” oferece um curso de Retornos Solares que nada mais faz que copiar os dois primeiros capítulos de Volguine. Meu conselho é poupe seu dinheiro e compre o livro que é muito mais barato).

Depois discute as “polêmicas” no método: usar a localidade natal, onde a pessoa nasceu, ou o lugar onde ela está durante seu RS. Usar a forma normal ou a com “ajuste de precessão”. Essa parte do livro é tão decepcionante que vale um comentário adicional abaixo.

Depois Anthony Louis publica alguns aforismos de Morin, astrólogo renascentista francês, que também colocou como pedra fundamental de seu método a comparação entre mapa natal e RS. Primeiro problema é que todos esses aforismos estão publicados na internet. Segundo é que o livro muito fala, mas pouco aplica. Afinal, Louis é um astrólogo moderno, e ele fica tão encantado cada vez que encontra um mercúrio em semiquadratura com plutão, que fica cego a centenas de outras indicações que nunca escapariam a Morin. Thomas dá exemplos de como uma série de aspectos e ativações nos mapas analisados são totalmente ignoradas em nome de um aspecto dos transaturnianos ou outros conceitos modernos, de origem duvidosa, como o “ponto da morte”.

Por último, se concentra nos astrólogos modernos, Merriman, Shea e Eshelman. Essa parte me pareceu totalmente desnecessária, porque ou eles repetem o que já foi dito em outras partes do livro, por autores mais antigos, ou incluem coisas que simplesmente não funcionam. O livro de Shea principalmente, é de péssima qualidade, e só serve para os que se contentam com as previsões mais vagas possíveis, e apenas de cunho emotivo. Coisas do estilo como “você vai sentir sua individualidade desafiada durante o período” abundam entre os Sheanos.

Pior problema do livro

O pior problema do livro é, sem sombra de dúvida, a atitude moderna de “todos estão certos”. Nada está errado, tudo é válido, todos os caminhos levam a Roma. Isso é bonito para os astrólogos que não consideram a astrologia um método, um conhecimento, e sim uma opinião, uma “intuição”, uma brincadeira que qualquer um pode fazer, sem precisar se esforçar ou estudar. Mas na prática, todos os caminhos não levam a Roma. Porque na prática uma pessoa está saudável ou doente. Ela se divorcia ou se casa, mas ela não faz tudo ao mesmo tempo.

O livro defende que o RS usando o local de nascimento funciona. Mas o local de residência funciona também. O autor recomenda usar o RS sem precessão. Mas adivinhe: usar a precessão funciona também ! Uau ! E que tal usar uma RS conversa (ou seja, ao invés de usar seu trigésimo aniversário, +30, você usa o aniversário -30, ou seja, 30 anos antes do seu nascimento) ? Claro, porque elas funcionam também e “podem dar indicações muito úteis”.

Qual é o problema com esse tipo de atitude ? O livro tenta se vender como um método preditivo. Quando você está tentando fazer previsões, o maior problema é dizer o que não vai acontecer. Você pode dizer que o “ano vai ser de muitas mudanças”, ou que novos relacionamentos vão aparecer. Isso é fácil, dá para fazer em alguns minutos. O que é difícil, e dá realmente trabalho, é olhar e dizer: “você não vai morrer esse ano”. O grau de certeza depende de muitas e muitas análises de fatores.

Já estudei várias linhas de astrologia e a brincadeira de “todas as cartas funcionam” é boa para quem já sabe o resultado e pode olhar a carta depois do fato, e dizer “viu como funciona?”. É claro que, para muitos astrólogos, isso é considerado como adequado, mas eu espero que o leitor do blog tenha padrões mais altos. Mire na lua para atingir uma águia, mire na águia para atingir o seu próprio pé.

Finalmente:

O problema do livro não é ser de astrologia moderna, e sim de usar uma versão travestida de astrologia tradicional, já que o autor se dispõe a usar o método de Morin e Volguine, e acaba usando apenas a versão “light”.

Os astrólogos, tanto modernos quanto tradicionais, na minha opinião, podem disfrutar muito mais do livro de Nance, com o link acima, que é um livro de astrologia totalmente moderna. Para ter uma idéia, a autora só usa urano, netuno e plutão como “regentes” de aquário, peixes e escorpiao. Mesmo assim o livro é sério e conciso, tem foco preditivo, e não cai no espírito de “todo os lados estão certos, vamos unir as mãos e cantar”. A autora é muito séria nesse sentido: nas primeiras páginas dá ao leitor suas escolhas (usa sempre o local do nascimento, usa o sistema de casas iguais, usa o zodiaco tropical, portanto sem precessão) e o leitor que decida seguir essas diretivas ou não. Outra vantagem é que o livro é muito mais barato.

No geral o livro me pareceu uma compilação meio superficial, com várias referências feitas à internet, mas sem nenhuma referência a livros mais difíceis de se encontrar como o livro de Abu Mashar, “on Solar Revolutions” ou aos trabalhos de Valens.

O livro vai até atrair vários leitores, e pelo que tenho ouvido, muita gente ficou muito contente com o livro. Mas imagino que seja gente que está tendo contato pela primeira vez com as idéias de Volguine e Morin, então acaba tendo a idéia de que o livro oferece uma “chave” para a leitura das RS. Mas, para quem já está na estrada faz tempo, é apenas uma refeição requentada e com mais marketing que conteúdo.

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Review – A Rectification Manual

21 Abril, 2008 · 1 Comentário

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A Rectification Manual: the american presidency

A palavra para esse livro é impressionante ! Primeiro pelo tamanho: 774 páginas. Segundo pelo meta ambiciosa: oferecer os mapas retificados de todos os presidentes dos Estados Unidos, e também de suas primeiras-damas, utilizando diversas técnicas medievais, como Firdaria, Retorno Solar, Profecção, Arco Solar, Direções Primárias, Hyleg, Direções através dos termos, Partes arábicas, etc.

O autor, que não se identifica e o chamamos de “Dr. H” oferece como contribuição a utilização dessas técnicas na prática, por quem se deu ao trabalho de aprender, não como nas listas de internet, que fulaninho aprende mal e mal o significado de firdaria e já quer “marquetear”. No entanto há algumas reservas que não cabe discutir aqui, mas resumidamente algumas técnicas são aplicadas de maneira muito livre. No entanto alguns “insights” principalmente sobre Revoluções Solares e partes arábicas valem o preço do livro com folga.

Sendo aluno de um dos melhores professores de astrologia, Robert Zoller, Dr. H não decepciona em seu método. Algumas invenções são duvidosas, mas Dr H tem o mérito que a maioria dos astrólogos não tem: quando ele inventa, ele fala isso claramente, quando ele segue a tradição, também.

O autor tem também uma grande predileção pelo método empírico… ele é, antes de tudo, um pragmático. Quer ver se funciona, como e qual é o melhor. Mas não pense nem por um momento que ele vai usar estatísticas vagabundas, tão comuns em trabalhos menores, para provar que “peixes é mais sensível que leão”.  O método escolhido é o estudo de caso através da delineação intensiva.

Como ? Primeiro ele delineia. Por exemplo, escolhendo o Hyleg. Depois conferindo se achou o Hyleg correto, por exemplo na Revolução Solar da morte. Esse potente método permite que Dr. H tenha preferido usar os termos egipcios, e parte da fortuna reversível, ao contrário do que muitos pregam.

Um livro potente e interessante. Mas não é para marinheiros de primeira viagem.

O livro está disponível em astroamerica e amazon. Outra review desse livro é a de Tom Callaham.

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Hyleg e Alchocoden

11 Novembro, 2007 · 1 Comentário

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Qual a fonte da vida ?

Às vezes as pessoas me mandam perguntas sobre como calcular o tempo da morte, ou sua causa, ou as doenças do natiovo. Esse é um assunto dificil de se lidar, e complicado de se fazer.

Por um lado não é uma coisa fácil. Por exemplo, se errar, já pensou nas consequencias? Já vi pessoas no orkut desesperadas porque fulano disse que elas iam morrer cedo e de morte violenta. Tá certo que em geral a pessoa não é das mais brilhantes, senão não ia acreditar em previsão de adolescente do orkut, mas vocês entenderam meu ponto. Como diria o homem-aranha, “com grandes poderes, vêm grandes responsabilidades”. E, certamente, prever a morte é a maior responsabilidade possível.

Mas também não podemos ter a atitude de “menina capricho” que acha que não se deve falar sobre morte, não por problemas éticos ou morais, mas porque é “feio” ou “mórbido”.

O hyleg é, dentro da astrologia tradicional, a fonte da sua vida. Quando ela é ameaçada ou interrompida, a vida da pessoa corre o risco de ser cortada. Assim se desenvolveu um método de se encontrar o hyleg, e uma outra coisa chamada Alchocoden, que dá uma previsão do tempo de vida do indivíduo.

O método é simples para descrever, complexo para fazer. Primeiro se acha o Hyleg, ou a fonte da vida. O planeta que for seu dispositor é o Alchocoden, que determina quantos anos o hyleg pode distribuir para você.

Alchocoden e Expectativa de Vida

Que bom, encontrar quantos anos vamos viver ! Mas será que isso funciona ?

Antes, temos que ir devagar com o ardor. Primeiro de tudo, o alchocoden nunca pretendeu dizer que dia você ia morrer ! Ele pretendia dizer qual era a quantidade e qualidade de sua força vital, e por quantos anos ela se mantinha.

Pra você entender o que eu quero dizer, posso dar o exemplo dos meus pais. Sou um nascimento da fase dos “38 “, que, 31 anos atrás, era considerado o cabo da boa esperança. Meus pais sempre foram velhinhos saudáveis, até uma certa idade. Meu pai por exemplo não tinha um cabelo branco até os 55. Minha mãe até hoje tem mais capacidade pulmonar que eu. Mas, no período de alguns meses, você percebe quando eles ficaram “velhos”. Quando uma certa vitalidade se vai, e a pessoa fica mais frágil, dependente e sofre doenças que antes nem se imaginava que poderia sofrer. Não tenho o mapa de nenhum dos dois, mas digo sempre que eles “passaram dos seus anos do alchocoden”.

Ou seja, a pessoa pode muito bem passar dos seus anos atribuidos pelo alchocoden. Mas esses anos dão a nossa garantia de vida, depois deles ficamos mais frágeis. Além disso, fatores extra-astrológicos, como dieta, estilo de vida e genética, não deixam de existir só porque estamos analisando o mapa astral.

Não lido com o conceito de “karma” que acho furado, mas os árabes já diziam que as pessoas que levam uma boa vida, de fé e boas ações, também podiam superar os anos dados pelo céu.

E o caminhão ?

E se passar um caminhão por cima de mim, amanhã ? Isso é previsto pelos meus anos do Alchocoden ?

Infelizmente não, se você não olhar para os dois lados antes de cruzar a rua, todos aqueles anos daquele alchocoden excelente vão estar todos manchando a rua de vermelho. O Alchocoden e o hyleg falam sobre a força vital, não sobre a morte.

Os antigos já falavam que se pode prever vários anos de vida para uma pessoa que morre na guerra ou de disenteria. Em termos modernos, você pode ter muitos anos de alchocoden, mas morrer atropelado ou de tiro, ou pular de um edificio.

Os anos do Alchocoden e a Expectativa de Vida

Um dos problemas levantados sempre é que o cálculo “provavelmente não funciona mais” porque a “expectativa de vida aumentou muito graças aos grandes avanços da medicina moderna”.

Ora, perdao ao Rodolphis, mas esse tipo de discurso da vitória da medicina, da ciência e do poder humano, só é isso: um discurso, que as pessoas não questionam. Vejamos algumas considerações:

As pessoas que tem hoje 80 anos, nasceram 80 anos atrás. Naquela época não havia nem aspirina, e pela maior parte da vida delas a grande parte dos avanços ainda nao existia, portanto não podem levar a glória pela vida delas.

As pessoas tem a falsa noção de que a ciência “prolonga a vida”. Quer se dar a impressão de que todo mundo, antes da década de 50, morria aos 30 anos. Mas por exemplo, William Lilly, o astrólogo inglês, morreu aos 84 anos, e ninguém nunca escreveu uma palavra sobre sua “miraculosa vida” ou acusando ele de bruxaria. Devemos supor que o fato de se atingir as 3 vintenas mais 10 não era um fato considerado assombroso.

Assim, considerando que a ciência não aumentou realmente nossa expectativa de vida, apenas retirou algumas causas que faziam com que morríamos antes (ou pelo menos as retirou no caso da classe média) como disenteria ou malária, permitindo que mais gente chegasse à velhice, mas não que ficássemos mais velhos que antes, podemos dizer com bastante segurança que a ciência não afetou os efeitos do hyleg e alchocoden.

Anos do Alchocoden e saúde

É importante não confundir os anos do alchocoden com a saúde.

Uma pessoa pode ter poucos anos do alchocoden e ter uma boa saúde. Quem nunca conheceu uma pessoa esportista, de ótima saúde, mas que morre subitamente aos 30 ? Bernadette Brady faz um exemplo com a carta de Bruce Lee, que também morreu inesperadamente e com pouca idade, mesmo estando no auge físico.

Mas é de se esperar que os efeitos do alchocoden tenham alguma manifestação na saúde em geral… os antigos falam que quando se acabam os anos do alchocoden, devemos estar atentos às direções primárias e aos retornos solares onde vemos que o hyleg está sendo atacado. Esses ataques, que antes poderiam ser apenas um inconveniente para a saúde, podem tornar-se mortíferos.

O que concorda com o senso comum de que, depois de certa idade, qualquer gripe é motivo de cuidados.

É ético estabelecer o alchocoden ?

Como disse antes, qualquer adolescente idiota da internet acha que tem o poder e o direito de dizer para os outros quando vão morrer. Mas qual deve ser a nossa posição para dizer o quanto vão viver ?

O problema maior é que nossa sociedade é imatura para realmente encarar a morte. Vivemos sobre valores adolescentes, de festas, cirurgias plásticas e Super Sweet Sexteen na MTV. Desse ponto de vista, acredito que só depois dos 50 que as pessoas realmente aprendem a pensar na mortalidade.

Como dito antes, o cálculo dos anos do alchocoden exigem cuidado e muito treino, mas a rigor não se diferenciam de nenhum outro cálculo de estimativa, como aqueles de “calcule sua idade real”. Eles são baseados apenas em estatísticas. Quanta carne você come, se fuma, se faz exercício.

Como o mapa natal é um reflexo da realidade, e não sua intepretação ou sua causa, se você vê uma mulher obesa, fumante e viciada em ataques de raiva, você sabe que ela não vai viver até os 50. É apenas provável que vá aparecer os mesmos indicadores no mapa. O poder preditivo é basicamente o mesmo. Se você não fala pra ela que ela deve parar de comer bacon, tampouco deve falar sobre hyleg.

E, se o cálculo do hyleg é demorado e complicado pra você, aqui vai uma sugestão que tem a mesma lógica, e resultados parecidos, mas sem usar astrologia: tire a média da idade com que morreram seu pai e sua mãe, e coloque isso como sua estimativa pessoal, e a partir disso decida se vai comer mais gordura ou mais vegetais.

Mas, como defendido antes, o fato é que ninguém faz esse cálculo, apesar de ser fácil e lógico. Todo mundo prefere viver com o horizonte infinito a sua frente.

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52 Dias

21 Setembro, 2007 · 6 Comentários

Esse é apenas um pequeno post de “Back in Business”.

Um método fácil de se fazer umas previsões “por cima” é através do método de “52 dias”.

Na verdade tem outro nome, mas assim fica mais fácil recordar.

Basicamente, dividimos os 365 dias do ano entre os 7 planetas tradicionais, e cada um fica com um total de 52 dias sobre os quais tem domínio.

Que tipo de domínio ? Bem, vai depender da natureza básica do planeta, do que esse planeta faz no mapa natal, e provavelmente mais importante, do que está fazendo na revolução solar.

Por exemplo, quando Saturno tiver os seus dois meses, provavelmente você experimentará a parte mais cansativa do ano, cheia de chatices, compromissos, e um sentimento de opressão, do tipo “todo mundo está contra mim”. Mas por outro lado, se o seu saturno na carta natal estava bem, e na Revolução solar ele está destacado, por exemplo no Meio do céu, é possível que para você o significado específico seja muito mais importante do que esse significado mais “geralzão” e você consiga um bom emprego (provavelmente em alguma coisa saturniana).

Uma outra hipótese que tenho, mas sem confirmação ainda, é que o trânsito de um planeta é mais importante durante seus 52 dias, mas isso ainda é uma hipótese.

Como calcular em que período você está ? Fácil. Vá num site como www.astro.com/pt e calcule seu mapa astral. Depois disso, calcule seu Retorno Solar para o ano. Quando seu mapa de retorno estiver calculado veja o ascendente dele.

Por exemplo, o ascendente do meu retorno solar, ou seja, unicamente para esse ano, é Libra. Libra é regida por vênus, e portanto vênus tem domínio sobre os primeiros 52 dias. Depois vamos variando os planetas na ordem caldeica, ou seja, mercúrio, Lua, Saturno, Júpiter, Marte e Sol.

No meu caso específico, a Lua está na minha casa 10 natal, e está na 9 da RS: durante o seu período de regência tive que viajar e consegui um emprego. Como a Lua está muito aflita no mapa natal foi um emprego meia boca :-P

Agora, no instante que a regência passou pra Saturno (que no meu mapa está muito aflito) começaram a aparecer as chateações com o emprego, que até agora estava indo como sempre.

Não é uma técnica dificil e acho que vale a pena pra quem não tem muita experiência.

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Quem tem medo do Retorno de Saturno ?

5 Junho, 2007 · 8 Comentários

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Tem duas coisas que as pessoas com conhecimento básico de astrologia morrem de medo: mercúrio retrógrado e retorno de Saturno. Para quem tem mais medo de Saturno do que do Capeta, o artigo tem a função de trazer um pouco de água fria.

O que é o retorno de Saturno ?

Todos os planetas “caminham” sobre o zodíaco, um círculo imaginário no céu, dividido em 12 partes iguais chamadas signos. Como cada um tem uma velocidade diferente, cada um demora um certo tempo para dar uma volta completa no círculo. O mais rápido é a Lua, que demora apenas um mês, e o mais lento é Saturno, que demora 29-30 anos para dar uma volta completa. Essa volta completa de Saturno, para a mesma posição que estava no seu nascimento, é o chamado “Retorno de Saturno”.

Por exemplo, eu nasci com Saturno em Câncer, no ano que Saturno voltou para câncer, foi o meu Retorno de Saturno, que para todo mundo sempre caerá na época dos 29-30 anos.

Saturno o grande maléfico

Por que surgiu toda essa ênfase nos horrores do Retorno de Saturno ? A interpretação mais óbvia é que Saturno é o grande maléfico, ou seja, o planeta mais dificil de se lidar, mesmo que em algumas cartas ele pode se tornar um benéfico circunstancial. Você pode aprender mais sobre Chronos, leia esse artigo sobre Saturno.

É claro que a astrologia moderna não acredita mais que alguma coisa possa ser “má”, então se você buscar por Retorno de Saturno na Internet, aposto que a grande maioria dos artigos serão conselhos para se “viver de maneira produtiva” o Retorno, e aprender as “lições de estrutura e disciplina” do senhor do tempo.

O retorno de Saturno é uma técnica eficiente de previsão ?
Não. O Retorno ocorre para todas as pessoas na mesma época da vida, e como regra geral, tudo que em astrologia ocorre para todas as pessoas, não é específico suficiente para servir de método de previsão.

Por exemplo, isso acontece com a firdaria: todas as pessoas da mesma idade tem o mesmo planeta como regente de certa época da vida*. A diferença é que a firdaria é interpretada de acordo com o mapa natal, ou seja, em que casa está, que casas rege, com que planetas faz aspecto. E Saturno ? Saturno tem sido interpretado pelos modernos apenas como “disciplina” e por isso o resultado é extraordinariamente ambíguo, para dizer o mínimo.

Ou seja, absolutamente tudo na vida pode ser classificado como “experiência de crescimento”. Um filho é experiência de crescimento, mas uma morte na família também é, doença também, etc. E um conceito que significa tudo, na prática não significa nada: se em uma pessoa significa promoção e na outra significa ser despedido, como podemos de maneira honesta falar que os dois casos são resultado apenas do Retorno de Saturno ?

Veja que não estou descartando a importância do Senhor Saturno Soturno. Os védicos por exemplo usam os Retornos SAturninos como medida de fase da vida… por exemplo alguns mantras são recitados de maneira diferente, dependendo se você já passou pelo seu Retorno ou não.  Mas aqui a importância é mais espiritual do que preditiva.

Saturno como “experiência construtiva”

Acredito que Saturno ganhe cada vez mais ênfase em seu retorno de 30 anos porque hoje em dia vivemos em uma “sociedade adolescente”, na qual a adolescência se extende até quase os 30. Tanto quanto eu saiba, somos a única cultura que já viu algo parecido com a “crise dos 30″, e por isso creio que a base não é universal, e sim sociológica.

Aos 30, a maioria das pessoas de classe média está finalmente conseguindo seus empregos mais estáveis, mas também estão sentindo que estão “ficando velhas” porque a cultura consumista é voltada para o adolescente. Quando você tem 30, já não é mais público-alvo. Assim vemos o caso dos “jovens saudosistas”, fazendo “Baile da saudade” relembrando o ano 2000 !

E, novamente, uma coisa que vale para todo mundo, na prática não vale para ninguém.

O Retorno de Saturno na Revolução Solar

Existe uma técnica mais séria, chamada Revolução Solar, que é basicamente o retorno do Sol à sua posição natal. Nessa técnica, o retorno de um planeta a sua posição natal é muito importante. Ou seja, o trânsito de um planeta sobre um planeta natal, que se dá no dia da RS, é considerado como sendo válido para o ano todo, mesmo que seja um planeta rápido como a Lua.

Essa é uma forma para realmente saber se o retorno de saturno vai ter efeitos reais ou não, e não ficar apenas na papagaiada. Para quem entende os princípios de análise do Retorno Solar, deixo aqui umas dicas de como analisar o retorno de Saturno à sua posição natal.

Analise a “maldade” do seu Saturno: Saturno é pior comportado quando está angular (nas casas 1, 4, 7 e 10, porque lhe dá mais poder de ação), quando está exilado (nos signos de Áries, Câncer e Leão), quando está em aspecto a um outro planeta exilado, quando rege casas maléficas (casas 6, 8, 12), e nos mapas de pessoas que nasceram à noite.

Sobre o que fala o seu Saturno: Antes de se prever, é necessário sempre delinear. Veja se seu Saturno fala sobre profissão ou sobre doenças. Se fala sobre ganhar honras ou perdê-las.

Veja a proximidade de Saturno sobre a posição natal: Saturno passa por um signo a cada dois anos e meio. Isso significa que, na data do RS, Saturno pode estar muito próximo de sua posição natal, ou muito longe. Se estiver fora de uma orbe de mais ou menos uns 5 graus, a tendência é que ele não vai servir pra fazer previsões para o ano. Exemplo: Você tem Saturno em 15 Leão, mas no aniversário do ano passado, ele estava em 3 Leão, e esse ano vai estar em 27 Leão, então eu sugeriria ignorá-lo.

*Na verdade existe uma diferença na firdaria: as pessoas nascidas durante o dia tem um planeta regente diferente das que nascem durante a noite, entao na prática todas as pessoas da mesma idade tem dois planetas possíveis para reger a fase da vida. Por exemplo, pra quem nasce durante o dia, os primeiros 10 anos são regidos pelo Sol. E, para quem nasceu durante a noite, os primeiros 9 anos são regidos pela Lua.

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Casamento de Ana Maria Braga

4 Maio, 2007 · 3 Comentários

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Notícia já velha, mas a gente vai fazendo as coisas conforme o tempo, e não a vontade ;-)

Ana Maria Braga casou com o noivo de 4 meses inteiros de conhecido no dia 31 de Março de 2007, com atraso por causa da chuva, aparentemente começando entre 7 e meia e 8 da noite.

Indicações de casamento no mapa astral

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O principal planeta relacionado a casamento seria Júpiter, que está na casa 7 (relacionamentos) do mapa astral. Veja que Júpiter está em sua queda na casa 7, trazendo problemas e excessos. Como é uma carta diurna, júpiter também trará felicidade no casamento. O regente dessa casa é saturno, retrógrado em virgem. Um regente retrógrado é sempre inconstante, dando e tirando, prometendo mais que cumprindo. O regente por exaltação é marte, que está em sua casa, mas combusto.

A parte do casamento de mulheres, segundo Zoller, é tirada de vênus até saturno, de dia ou noite, o que cai em 15 de Sagitário, na casa 5 mundana e sexto signo. O dispositor da parte, novamente Júpiter, está em aversão a ela e em queda. Vemos que Ana Maria tem uma prediposição por homens de natureza duvidosa, motivada pela sua paixão (júpiter é regente da casa 5). A parte é aspectada pelo Sol em áries na casa 9. Atração por homens de natureza muito “masculina” e decidida, orgulhosos, líderes, mas possivelmente arrogantes, agressivos e mandões, donos da verdade. Procura alguém de natureza espiritual, inteligente, provavelmente de religião parecida. Com o risco de parecer demasiado freudiano, diria que ela procura o modelo do homem “Grande Pai”. O trígono com Plutão também me faz pensar que os homens terão característica de serem poderosos/gostarem de poder e possívelmente terem natureza secreta/pouco revelada.

A única coisa que sei sobre os namoros dela é que saiu por alguns meses com um policial/segurança, algo assim, o que confirma o ar marciano nas relações. Teria que ver se outros relacionamentos se adequam ao arquétipo jupiteriano.

A vênus do mapa está em exílio, combusta e conjunta a marte. É possível que marte, sendo regente da 7a e em seu domicilio não esteja tão maléfico quanto de costume, mas no geral esses são indicadores de vida sentimental tumultuosa.

Métodos de Previsão

Ana Maria Braga está na Firdaria de Júpiter. Essa firdaria já lhe deu alguns problemas de saúde (júpiter rege a casa 6 das doenças, e câncer é uma doença que sempre me pareceu muito jupiteriana). O sub regente é mercúrio. Sinceramente não achei nenhuma ligação óbvia entre casamento e a sub-firdaria.

A profecção do Ascendente foi para áries. É possível que isso tenha ativado a firdaria, já que mercúrio está em áries, junto com marte (exaltação da casa 7), sol (significador natural de homens) e vênus (significadora natural de amor).

O casamento foi um dia antes do aniversário, mesmo assim pegamos o retorno solar do ano anterior: todos os fatos relevantes aconteceram no período anterior, o encontro amoroso, a decisão de se casar, etc, então não faz sentido usar o retorno de 2007 só pela proximidade. Quando olhamos o retorno Solar de 2006 vemos que Júpiter está na casa 7, do mesmo jeito que na carta natal. Esses retornos à posições natais concretizam as significações originais dos planetas. Esse Júpiter está em oposição à Lua, que na carta natal significa fortemente a profissão e fama, então eu diria que essas coisas podem ser prejudicadas pelo casamento (não muito, pois Júpiter é benéfico).

Usando a profecção mensal podemos tentar fazer o “timing”: a profecção chegou em sagitário (casa de júpiter) em dezembro e em capricórnio (domicilio de júpiter e exaltação de marte, um dos senhores da profecção anual) em janeiro. Aparentemente ela conheceu o noivo em dezembro e começaram a namorar em dezembro/janeiro.

Astrologia Eletiva 

A astrologia eletiva é a arte de escolher bons momentos para se fazer as coisas. Por exemplo, a lua nova é o melhor momento para se fazer coisas “escondidas”. Todo mundo já ouviu falar de como deveria cortar o cabelo segundo a fase da lua, ou entrar numa dieta. Esses princípios populares ainda são usados por alguns poucos agricultores que lembram o conhecimento antigo.

Escolher uma data de casamento é arte particularmente difícil… não apenas temos DOIS mapas astrais para ver interrelações, como, muito pior, a escolha do momento ideal simplesmente morre enterrada diante de uma série de restrições: é impossivel achar uma data ideal quando o casamento tem que ser no sábado, tem que ser a noitinha, tem que ser no mês anterior as férias dos noivos, etc.

Como falamos em o casamento de Suzana Vieira, celebridades parecem ter o costume de casar nas datas mais inapropriadas possíveis. No caso, Ana Maria Braga parece ter escapado a essa tendência, apesar do mapa ter pontos negativos. O mapa do momento estimado do casamento tem escorpião no ascendente. Vênus, apesar de sofrer com a quadratura de saturno (muito negativo) está digna em touro, angular, e em conjunção a Lua de Ana Maria Braga.

A lua da eleição está semi aflita pelo nodo sul, em virgem, supostamente signo apropriado para “viúvas”, leia-se divorciadas. O signo do ascendente é fixo, que garantiza um tempo maior para o casamento. Mas como estamos falando de celebridades, isso pode significar apenas que estamos falando de um tempo “normal” de casamento, e não os costumeiros cinco meses.

Com a parte da fortuna na casa 8 (dinheiro dela) e o dispositor mercúrio na casa 5, em queda em peixes, num sanduíche entre o nodo norte e urano, me parece que o dinheiro dela sofrerá com esse casamento.

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Os senhores do Tempo

30 Abril, 2007 · Deixe um comentário

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Sorry a todos que acompanham o blog pela demora em postar, mas às vezes o tempo escorre pelas nossas mãos, e os dias voam. Em homenagem a esse grande inimigo, cronos, resolvi colocar um post sobre os senhores do tempo em astrologia, os chronocratores.

O conceito de Senhores do Tempo é muito simples… existem apenas sete planetas tradicionais, e eles dividem o total de sua vida entre si. Algumas partes de sua vida estarão sob o controle de vênus, outras estarão sob o governo de saturno. Durante o seu “reinado” o planeta irá colocar em ênfase os assuntos que rege, assim como seu jeito peculiar de exercer o mandato.

Basta ver por exemplo os Estados Unidos. O país é basicamente o mesmo antes de 2000 e depois, o que mudou foi passar o período de um regente de natureza razoavelmente benéfica e razoável, Bill Clinton, pra um outro de natureza extremista e consideravelmente maléfica. A primeira coisa que se vê é a mudança da pauta. Bill Clinton com todos seus problemas, tinha algumas coisas na pauta como crescimento econômico, pobreza, aquecimento global, etc. A pauta de Bush é colocar educação religiosa obrigatória nas escolas, proibir o casamento gay, combater a evolução, enriquecer os seus amigos da industria de guerra. Em segundo lugar muda a maneira de administrar essa pauta… Bill Cliinto era esperto o suficiente para disfarçar os avanços hegemônicos dos Estados Unidos sob maneiras que o mantinham legítimo. Com Bush tudo tem sido na violência, na grosseria, nepotismo, e muita incompetência administrativa.

O mesmo vale para seus planetas. Um período de cinco anos de sua vida pode ser muito bom para sua carreira, ou muito mal para sua saúde. Depende da natureza e da competência do administrador do período. É uma metáfora extremamente política, e já era assim desde a época dos gregos.

Diferença da visão Astrológica moderna

Os Chronocratores demonstram uma das diferenças mais importantes entre a técnicas de previsão da astrologia moderna e tradicional. Na astrologia moderna se pega uma técnica, digamos progressões secundárias, e se verifica onde dois pontos se encontram. Por exemplo, vemos a data onde o sol progredido encontra a vênus natal. Nesse ponto de encontro prevemos um acontecimento, no caso um casamento.

Por isso podemos dizer que a Astrologia moderna tem uma característica preditiva “pontual”. Ela busca pontos no tempo que tenham uma correlação perfeita entre acontecimento terrestre e astrológico. Um dos problemas é que um acontecimento importante raramente está mostrado nos céus “just in time” ou seja, um casamento ou morte podem estar acontecendo sem que nada mais relevante esteja acontecendo no seu mapa, enquanto configurações grotescas podem estar passando sem que você saia de sua rotina.

Já a astrologia tradicional é mais “intervalista”… ela tenta descobrir a natureza e qualidade de um período de tempo, um intervalo que pode ser grande como anos, ou pequeno como dias, sem se preocupar com a confluência exata de dois ou mais pontos, aspectos, etc. Muitas das técnicas que foram criadas na tradição, como revoluções solares, direções primárias e secundárias, etc, tem uma característica “intervalar”, mas são usadas hoje em dia como se fosse ponteiros de um relógio: quando os dois ponteiros se encontram sai o cuco e grita “cuco ! temos um acontecimento”. Infelizmente nem sempre isso funciona.

Os métodos para achar os Chronocratores

Para lástima do iniciante, existe uma enorme quantidade de chronocratores na astrologia ocidental tradicional. Os gregos aparentemente tinham uns quinze métodos, dois quais sabemos apenas uns poucos ainda. Os védicos, que eu saiba, usam principalmente os Dasas, não sei se eles têm outros métodos. Como escolher o correto ? Infelizmente também não existe isso de “o correto”. Os métodos são usados para fins determinados, e em geral só funcionam quando usados de maneira conjunta, e não sobreposta: não basta somar um com o outro, tem que levar em conta sua interação.

Firdaria

Já tratamos da Firdaria em um artigo mais extenso. A firdaria basicamente é a distribuição dos anos de sua vida para os planetas. São grandes períodos divididos em partes menores através de sub-regentes. Os planetas “trocam” de regência na ordem dos caldeus. Todas as pessoas que nascem durante o dia tem a seguinte ordem: Sol (nascimento) , Vênus, Mercúrio (já pelos vinte e tantos), Lua (trintão), etc. A firdaria das pessoas que nascem durante a noite começa pela Lua, depois Saturno, Júpiter, marte, etc.

Como a firdaria é igual para todas as pessoas, o seu significado é extremamente contextual a carta. Por exemplo, não podemos dizer que a firdaria de Júpiter e vênus será boa porque eles são benéficos… todas as pessoas que nasceram durante o dia, e todas as que nasceram durante a noite, viverão essa firdaria exatamente na mesma idade, e obviamente que os 40 podem ser muito bons para algumas pessoas e horrível para outras. É necessário concentrar-se nos significados do mapa.

Progressão por termos

Existe diversas técnicas que fazem a progressão do ascendente, o seu avance de acordo com algum tipo de relação simbólica com o tempo real. Assim, se você nasceu com o Ascendente em 8 de Leão, depois de uns anos esse ascendente irá para 15, depois 25, depois para Virgem, etc. Na astrologia moderna se procura o encontro desse ascendente progredido com algum outro planeta, ou com o aspecto com outro planeta. Na astrologia tradicional se olhava para a a distribuição dos termos que o ascendente ia caminhando. Os termos são divisões desiguais dos signos entre os planetas (com exceção do sol e lua). Cada planeta que regia um termo é o regente do período, que leva alguns anos; outros planetas que façam aspecto ao ascendente progredido são considerados como sendo sub-regentes pelo período.

Aphesis

Há dois pontos muito importantes do mapa na astrologia grega chamados de Parte da Fortuna, e seu contrário, Parte do Espírito. Um dos métodos para prever as tendências do futuro era deixar que esses pontos se “liberassem” (aphesis) e “caminhassem” pelo mapa. Os movimentos de fortuna falam sobre nossa sorte em geral e o corpo físico. Os movimentos de Espírito tratam de nossas escolhas sobre o que fazer com nossa vida e nossas ações, e estão geralmente ligadas à nossa vida profissional. Os movimentos das partes são desiguais, ou seja, elas podem ficar muitos anos num signo, e poucos anos em um outro.

Profecção

A profeccção é um método para ver o curto prazo (período de um ano) e serve para afinar as previsões de outros sistemas. A profecção faz com que o ascendente caminhe um signo por ano. Outros pontos do mapa, como o MC, a lua e o Sol podem ser profectados, mas se perde um pouco de sentido, e o Ascendente é a parte mais importante indubitavelmente. O planeta que tem mais importância nesse signo profectado (pode ser um planeta no signo ou o planeta que rege o signo) será o senhor do ano, e dará pistas sobre a natureza dos acontecimentos mais importantes do ano.

A “grande semana” do ano 

Me esqueci o nome técnico, mas o princípio básico é que o ano é como uma “grande semana” de 7 dias, cada um regido por um planeta, que controla 52 dias do ano.  O primeiro planeta é o regente do ascendente da Revolução Solar. Os planetas restantes seguem na ordem caldeica. Por exemplo, se o ascendente é em Libra, o regente dos primeiros 52 dias é vênus. Os seguintes 52 dias são controlados pelo próximo planeta na ordem dos caldeus, mercúrio, e assim por diante. Essa técnica ajuda a definir quando os eventos vistos na RS vão se manifestar.

Colocando tudo junto pra funcionar…

A revolução solar e os chronocratores:

Hoje em dia muita gente fala que a Revolução solar deveria ser interpretada de forma independente ao mapa natal. Quando começamos a comparar os chronocratores com a Revolução Solar, como o método foi originalmente concebido, vemos que isso é apenas invencionice moderna. A profecção, usada comparando o mapa natal e a RS, é a técnica que esclarece mais o sentido de um RS.

Curto Prazo e Longo Prazo

Outro exemplo seria a progressão por termos. Se a RS é horrível de doer, mas a progressão por termos é positiva, mesmo que o indivíduo tenha que fazer uma cirurgia, é muito mais provável que seja uma cirurgia do sizo do que uma cardíaca ! Se indica doenças, é mais provável que seja a rinite atacando que câncer ! O longo prazo determina o que pode acontecer no curto prazo !

 Chronocratores e Transitos

Os trânsitos planetários são quase que a única ferramenta da maioria dos “astrólogos” de hoje em dia, mas infelizmente são uma ferramente muito pobre de previsão.  A astrologia védica utiliza muito os trânsitos mas comparados com os seus chronocratores, as Dasas. Se um trânsito não é confirmado por uma Dasa, ele é simplesmente ignorado como não tendo importância maior para o período. Me parece cada vez mais que as Firdaria têm um papel  semelhante: o evento principal do ano em geral acontece quando os planetas da Firdar estão sendo ativados por trânsito, mas preciso de muito mais estudo para verificar se esse indicador é confiável.

Determinação de eventos

Às vezes temos uma série de datas possíveis para um evento. Uma maneira de diminuir essas datas são os chronocratores. Vamos supor que  o evento que buscamos é indicado por marte. Procuraremos as datas que a profecção mensal chega nos signos regidos por marte, ou então que a firdaria do ano troca por uma regida por marte, ou que a “grande semana” do ano vai para os 52 dias regidos por marte, etc. Isso nos ajuda a ter mais certeza das datas adequadas para que a previsão se manifeste.

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Mais sobre a profecção

30 Março, 2007 · 1 Comentário

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A vidente, de Oscar Dominguez, 1944

A profecção é um dos métodos mais antigos da astrologia para se prever os acontecimentos do ano. Basicamente, o signo do ascendente, ou de outro ponto, é avançado ao ritmo de 1 signo por ano. Assim, se você nasceu com Áries no seu ascendente, no seu segundo ano de vida você terá um ascendente profectado de touro, etc.

Primeiro discutimos como calcular a profecção. Agora é importante aprender mais sobre esse conceito, para quem quiser aplicá-lo na prática (o Rodolfo tem escrito muito sobre profecção, e pode ser útil pra quem quiser ver uma intepretação usando o conceito).

História do conceito

O trabalho mais velho que temos conhecimento, por enquanto, é o do grego Vettius Valens, que mesmo assim fala como se fosse uma técnica muito antiga, mesmo em seu tempo.

Os gregos tinham uma técnica astrológica que era muito baseada em “senhores do tempo”, ou seja, cada período da vida era regido por um planeta da sua carta, e esse senhor dava a esse período seus assuntos (por exemplo, dinheiro) e suas características (boa ou má).

Por exemplo, uma das técnicas de “senhores do tempo” eram as “idades do homem“: o homem começa sua vida como bebê (lua), criança (mercúrio), adolescente (vênus), etc. Outra dessas técnicas é a firdaria, que tem um regente e um sub-regente para cada período de sua vida.

A vantagem que Valens via da técnica da profecção, combinada com a Revolução Solar, era justamente a de ter indicações para um período menor e mais concreto na vida: apenas um ano.

Profecção e a Revolução Solar

Como somente há 12 signos no zodíaco, isso significa que a vida vai ter acontecimentos repetidos a cada 12 anos ? Não exatamente, por diversos motivos:

  1. A vida não é perfeitamente cíclica: um efeito que aos 30 anos gera um casamento, aos 18 cria um namorico e aos 6 o primeiro amiguinho. O envelhecimento traz novas circunstâncias. Um ano que é ruim para as finanças não traz conseqüências quando temos 2 anos de idade e não temos finanças.
  2. As direções primárias, progressões, os “senhores do tempo”, etc, influenciam os grandes períodos da vida. Dois anos podem ser muito parecidos, mas um tem uma direção primária tétrica e o outro apenas coisas felizes.
  3. O fator primordial é a Revolução Solar (ou Retorno Solar, ou ainda RS). Todas as indicações da carta natal devem ser comparadas com a carta do RS.

Assim Profecções e Revoluções solar devem ser sempre vistas em conjunto, e não como peças em separado, como é o costume na nossa época de “vamos fazer de qualquer jeito e chamar isso de intuição”.

A profecção é por signos ou por casas ?

Como escrevemos no artigo anterior, a profecção se faz avançando por um signo o grau do ascendente. Entretanto, alguns leitores podem encontrar outros escritos dizendo que se avança “uma casa por ano”. Qual está correto ?

Os gregos obviamente avançavam um signo por ano, já que em sua época signo = casa. Mas já na época dos árabes, se deixava muito clara que o ascendente avançava 30 graus por ano, e não uma casa. A origem dessa história de “1 casa por ano” me é confusa, já que todos os textos que encontrei são bem claros a respeito, ou é um mal entendido ou provavelmente é mais fácil vender algo se dá aquela aura de “antigo”.

Mesmo porque, com tantos sistemas de casas, surgiria a pergunta, “e qual é o certo ?” Os gregos não usavam, os árabes usavam alchabitius, e depois da renascença começou a chuva de sistemas novos… Não vejo nenhuma explicação válida pra dizer porque um sistema inventado pelos gregos “só dá certo com placidus”…

Anos bons e maus

O signo profectado representa o ano, e suas indicações boas e más. Segundo Paulus Alexandrinus, primeiro se deve observar se o regente do signo profectado está em aversão ao signo, o que é uma indicação bem negativa.

Em seguida procure por aspectos, por signo inteiro, com o signo profectado. Por exemplo, se o signo profectado é Leão, Júpiter em áries estará em trígono, não importando em que grau de áries Júpiter esteja. Vários benéficos aspectando o signo trazem coisas boas e vários maléficos… bem você sabe.

Todas essas indicações devem ser repetidas também no retorno Solar ! Por exemplo, o ascendente profectado caiu em Touro, o regente é vênus. Na carta natal vênus está em áries, portanto está em aversão, e além do mais está em seu exílio ! Mas se no retorno Solar a vênus está em Peixes, sua exaltação, as notas pesadas que iamos prever são praticamente canceladas.

O regente do ano

O senhor da profecção é também chamado de regente do ano. Infelizmente nem sempre o regente do ano é o senhor da profecção. Há uma escala de preferência:

  1. Se há um planeta no signo profectado, na carta natal, então ele é o senhor do ano
  2. Se há um planeta que no Retorno Solar esteja passando pelo signo da profecção, então esse é o senhor do ano
  3. Se não houver um planeta que cumpra as condições 1 e 2, então o senhor do ano é o regente normal do signo

Por exemplo, tenho o ascendente em áries. No meu 30 ano, terei um ano 7, e o signo profectado será libra. Se eu tivesse Saturno em Libra, ele seria o senhor do ano. Mas não tenho. Daí eu vejo no meu retorno Solar.

Se, no Retorno Solar, por exemplo Marte estiver transitando o signo de Libra, Marte seria o Senhor do ano. Mas, se não tivesse nenhum planeta em Libra, o senhor do ano seria vênus.

Nota técnica: Na condição 1, quando o planeta natal não aspecta ao signo profectado, ele perde a condição de senhor do ano.

Desculpe se o artigo parece excessivamente técnico… mas a verdade é que não existe “receita de bolo” e é perigoso dar a iniciantes, que ainda não sabem delinear, a impressão de que existem sim receitinha.

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O regente do ano

21 Março, 2007 · 10 Comentários

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Hoje é  o ano novo astrológico ! Comemore !

 Hoje, 21 de Março, o Sol está entrando no signo de Áries, iniciando assim o ano novo astrológico. Marca assim o primeiro dia da primavera do hemisfério norte e o primeiro dia do outono no  hemisfério sul.

Do ponto de vista mais astronômico, a entrada do Sol em Áries marca portanto o equinócio, quando os dias e noites tem a mesma duração, e o sol está “cruzando” o equador. Isso significa que, ao meio dia, alguém exatamente no equador verá o Sol a pico, alguém em São Paulo verá o Sol para o norte, e alguém em Nova Iorque verá o Sol ao Sul de suas respectivas posições geográficas.

E o ano novo ? 

Vários povos tem suas próprias datas para início do ano novo. Os iranianos por exemplo usam o ano novo astrológico, mas tem datas pra todos os gostos, de janeiro a dezembro. Aparentemente quem colocou o inicio do ano no dia primeiro de Janeiro foram os romanos mas essa prática é obviamente arbitrária, e não tem mais valor do que qualquer outra data, do ponto de vista astrológico, as únicas datas que tem valor são os equinócios e os solstícios.

É como no em 1999, quando todo mundo estava comemorando a “virada do milênio”. O fato de um monte de gente estar fazendo festa não significa que algo mudou. O mesmo ocorre aqui, o ano só se “renova” em março.

Astrologia Mundana

A carta da entrada do Sol no primeiro grau de áries não é assunto apenas dos arianos. Essa carta é usada pela astrologia mundana, ou seja, aquela astrologia que estuda os fatos políticos, sociais, o clima, etc.

Assim, não faz sentido perguntar “como o equinócio me afeta” e sim “o que está reservado para cada país e região durante esse ano”. As crises políticas, econômicas, etc, nos afetam a todos, é verdade, mas geralmente, e não particularmente.

Abaixo a carta do ingresso em áries para o Rio de Janeiro (clique nela para aumentar).

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E os outros ingressos ? 

 Durante o ano, existem dois solstícios e dois equinócios. Embora a tradição dê preferência ao equinócio de aríes, os outros três também tem importância relativa. Os antigos sugeriam que se olhasse o ascendente do ingresso em aries para uma determinada região:

  • Se o ascendente fosse em signo fixo, se usaria apenas o ingresso de áries para o ano todo.
  • Se fosse em signo mutável, se usaria apenas duas cartas, o ingresso em áries e em Libra, cada uma governando metade do ano.
  • E, se fosse cardinal, se usariam todas as quatro cartas para descrever o ano.

No caso do Brasil, o ascendente do ingresso em áries cai no signo de Escorpião, que é fixo. Portanto essa carta tem validez para todo o ano.

Entretanto, mesmo com um signo fixo no ascendente, em casos específicos, como o do clima, vários astrólogos tradicionais olham os outros ingressos para maior detalhamento.

A carta do ingresso é específica para uma região ?

Mais ou menos. Como essa carta é tirada no mesmo momento para todo o mundo, a única diferença entre os diversos países é  o ascendente e a posição dos planetas nas casas, e nunca a posição por signo. Isso fez com que a técnica fosse muito criticada por astrólogos modernos europeus, pois na Europa praticamente todos os países tem quase a mesma carta para o ingresso em áries.

Apesar de existir pequenas diferenças nas cartas, por exemplo estrelas fixas no ascendente, ou então a posição das partes arábicas, o grosso da diferença se encontra na confrontação dessas cartas com as “cartas de origem” dos países. Assim, o ingresso funcionaria um pouco como um “retorno solar” da carta de origem.

Cartas de Origem de Países, Dinastias e Religiões

A prática dos modernos atuais, de discutir se o Brasil nasceu as 7 e 13 ou 7 e 25, ou seja lá quando Don pedro deu seu gritinho, era considerada ridicula pelos antigos, que diziam algo como “é como perguntar que dia nasceu um rio”.

O método correto era usar o ingresso solar do início de uma religião, dinastia ou império. No caso dos EUA, os astrólogos modernos usam a data do 4 de julho de 1776, e ficam brigando se a carta correta é uma com ascendente em gêmeos (que resultaria numa assinatura da declaração da independência as duas da manhã !). Já os tradicionais preferem a data de 1789, que foi o ano que o primeiro presidente americano realmente tomou posse, “fundando a dinastia”.

Se existe uma carta de fundação para o Brasil, eu ainda estou investigando então prefiro não comentar.

O regente do ano

Quem já leu qualquer site esotérico ou “astrólogo de butique”  falando na televisão, já ouviu falar do conceito de “regente do ano”. Pegue o número, faça a redução e veja a que planeta corresponde.

Bem, isso se chama numerologia, e não tem absolutamente NADA a ver com astrologia, quando uma “autoridade” falar isso, simplesmente dê um suspiro e ignore.

 Além do mais, não apenas o início do ano é arbitrário, sua numeração também. Enquanto os cristãos estão no ano 2007, os hindus estão no ano 5107, os muculmanos estão no ano  1428, e os judeus estão em 5766. Será que todos esses povos estão sendo governados por “outros planetas”  que o “nosso” ?

Mesmo que isso faça sentido do ponto de vista da numerologia, não o faz da astrologia, que olha cartas, não faz reduções numéricas. Por mais que as pessoas ofereçam justificativas em “teorias” que não se sabe de onde vieram, essas “teorias” sempre implicam que o planeta é determinado a partir do ano 1, o que, novamente, implica que o inicio do cristianismo teria alguma relevância astrológica e não tem.

(Mesmo porque, como todos sabem hoje em dia, Cristo não teria nascido no Ano 1 da Era Cristã)

Então como se calcula o regente do ano ?

Pra tratar disso em detalhe só numa próxima vez.  Mas basta saber que o regente do ano é determinado através das cartas de cada localidade. Assim, o regente do ano do Japão não é necessariamente o mesmo dos EUA e do Brasil.

Isso faz muito mais sentido astrologicamente do que dizer que “o regente é saturno”, porque isso realmente não diz nada pra ninguém. Mas, se eu digo que o regente para o Brasil é saturno, eu vejo na carta do ingresso que casas ele está regendo, seu estado cósmico, etc, e isso me dá informação sobre a “qualidade do ano”, especificamente para o Brasil.

Ramesey privilegiava os planetas em ângulos e o regente do ascendente. Então, sem rever as regras, eu diria numa primeira olhada que o regente desse ano vai ser marte, na casa 4, em oposição a Saturno na casa 10.

Combinando com as indicações do último eclipse, eu diria que o Brasil vai passsar por um momento em que a “terra” vai  entrar novamente na pauta das discussões. Mas isso a gente fala outro dia.

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Teste 130 – Continuacao

5 Março, 2007 · 4 Comentários

astrologia e previsoes

“Madame Zola – dou segunda opinião em Biscoitos da Sorte”

Astrologia Preditiva

O astrólogo australiano, Dymock Brose coloca, todos os meses, um novo teste de astrologia em sua página. O teste não tem o objetivo de “provar a astrologia” ou qualquer bobagem como essa, como “ver qual o melhor sistema”, etc. O objetivo é que cada um tente melhorar sua técnica, aplicando sua teoria num evento que desconhece.

Como já discutimos algumas vezes, é muito fácil “prever pra trás“. Aplicar um novo método na carta de Hitler e comparar com eventos históricos é fácil. Sempre acontece alguma coisa, principalmente com métodos que permitem 35 eventos astrológicos por ano. O difícil é prever pra frente, e se errar, não colocar a culpa no “livre arbitrio”.

Na primeira parte desse artigo, comecei a delinear a carta do Teste 130. Também convidei o Ricardo Flige e o Rodolfo Veronese pra fazerem suas tentativas, e assim os leitores poderem comparar técnicas. É claro que num teste de 5 alternativas, é possível que a pessoa usando uma técnica errada e acertar por pura sorte, e vice-versa, ou seja, o mais importante aqui é o processo de raciocínio. O Ricardo e o Rodolfo já publicaram suas respostas, mas eu ainda não li, para não me influenciar.

(mais…)

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