Sobre Guerras e Conflitos

Posted on 20 de janeiro de 2007

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Marte

 God of War, Mars – Charles Le Brun (1619-1690)

Nas previsoes mundiais astrológicas de 2007, o astrólogo Richard Nolle acredita que o final do ano será um momento culminante para conflitos e problemas diversos, principalmente por volta de dezembro, quando teremos o momento de maior aproximaçao de marte à terra, coisa que acontece a cada 2 anos e pouco.

That whole period is one of elevated tension and conflict, the kind of atmosphere that cultivates inflamed passions, hot tempers and rash, even violent action. Apart from the direct impact of the fires, clashes, crashes and explosions that are par for the course under this sort of Mars close pass, some such incidents can raise the possibility of a disruption in the oil and natural gas supply chain – which in turn can shock the financial markets and put investors and institutions in a mad dash for the exits.

Mas de fato essa teoria nao é nova. Há muitas décadas atrás, o francês Barbault já declarava que havia dois ciclos mundiais de curto prazo… a conjunçao do Sol com Júpiter para os ciclos de paz-armistício e os ciclos de início de hostilidades poderia ser visto, de acordo com sua teoria, a partir das conjunçoes e oposiçoes do Sol a Marte.

Em 2006 esses dois ciclos coincidiram quando o Sol fez conjunçao entre final de outubro e final de novembro com os dois planetas, júpiter e marte. Poderia ser essa talvez a resposta de porque nao vimos nenhum armísticio ou início de conflito mais relevante (ou pelo menos nenhum destacado pela mídia, que é uma coisa diferente).

Se essa possibilidade for verdadeira, ela complicaria a possibilidade de previsao, pois em dezembro de 2007, ao mesmo tempo que o sol faz oposiçao com marte estará numa conjunçao quase perfeita com júpiter. Teremos entao um ciclo de paz, de guerra, ou nenhum dos dois.

Uma possível pista, que Barbault nao comenta, é ver a dignidade dos planetas. Barbault, como todos os revisionistas, estava tao encantado por sua nova teoria que pouco se preocupava em adicioná-la aos conhecimentos dos antigos.

Na dupla conjunçao em novembro de 2006, Júpiter, o grande benéfico, estava sem grandes dignidades em Escorpiao. Isso significa que escorpiao nao é um signo no qual Júpiter tenha muito poder, pois nao é sua casa, exaltaçao ou triplicidade. Já Marte, o pequeno maléfico, quando está em escorpiao se comporta bem melhor do que sua natureza cotidiana, pois escorpiao é sua casa e além disso é um signo de água, que faz com que marte seja menos “aquecido”. Assim temos um benéfico natural medíocre e um maléfico natural bem comportado e o período foi também sem grandes novidades nesse campo.

Se esse raciocínio estiver correto, o período de dezembro de 2007 nao deve ser tao pacífico, visto que Júpiter e Marte estarao em suas respectivas quedas, Júpiter em capricórnio e marte em câncer. Um planeta em queda age de maneira excessiva, inapropriada ou corrupta, trazendo seu “pior lado”.

Nao tenho muita experiència com o método de Barbault, entao o jeito é “esperar pra ver”