Chove chuva sem parar

Posted on 17 de fevereiro de 2008

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Ontem choveu em Bogotá, onde vivo. Nada especial, mas achei que seria um bom exemplo para falar sobre astrometeorologia.

O primeiro passo a considerar é o background: ou seja, qual o pano de fundo onde vamos tecer nossas considerações ? Colômbia está no equador, então obviamente é quente para ca$#%&. No entanto, Bogotá está a 2.600 metros de altura, e o clima é bem mais frio e poluído do que esperado.

Há um mês que não chovia, fazendo sol, um céu limpo e temperatura “quente” (uns 22 graus). Ontem caiu o toró, como aqueles que sacodem São Paulo por todo o mês de Janeiro. 40 minutos de chuva torrencial, ventos, granizo e queda das luzes e ruas alagadas.

Então olhamos o que a astrologia tem a dizer.

A carta da estação

A astrometeorologia é um ramo da astrologia mundana, que lida com os países e regiões, e não com os indivíduos. Quando falamos de países, sempre vai ter uma discussão de “qual a carta real”. No caso do clima, simplesmente olhamos a carta da estação.

Todos os anos no dia 21 ou 22 de dezembro tem a reportagem do noticiário local de “começou o verão”, com duas variedades: 1 – o verão começou escaldando, ou 2 – o verão começou frio e com cara de inverno. Agora, por que esse dia é o início do verão ?

O início do verão no hemisfério sul é determinado pelo ingresso do sol no signo de Capricórnio. Outra maneira de dizer o mesmo fenômeno é avisar que o sol está com máxima declinação sul. Como São Paulo e similares estão no trópico de Capricórnio (agora entendeu o nome ?) vemos o sol acima de nossas cabeças durante esse período do ano. Como os raios do sol estão caindo diretamente, sem desvio, eles são sentidos como mais fortes e esquentam mais o clima. Portanto, chegou o verão!

Enquanto o fenômeno astronômico é mais do que suficiente para os meteorologistas, para os astrólogos há muito mais a se olhar no ingresso solar. Precisamos criar a carta do exato ingresso do sol no signo, e olhar as peculiaridades para a região, já que as posições dos planetas nos signos vai ser igual em todas as partes do mundo. Olhamos principalmente o signo no IC e os planetas dentro da quarta casa, assim como aspectos ao IC e a esses planetas, e estrelas fixas. Outras regras para interpretar o mapa você confere em nosso artigo sobre astrometeorologia.

ingr-capricornio-colombia-2007.jpg

Note que o sol está em zero de Capricórnio por definição, já que é uma carta de ingresso. Ele está conjunto a Júpiter, que traz chuvas em geral, mas está combusto pelo sol e num signo seco. Mercúrio também está próximo dessa conjunção e oposto a marte. Mercúrio traz ventos, e marte traz tempestades, principalmente num signo de água no qual ele está em queda. Mercúrio combusto em oposição a marte em queda são tempestades de ventos violentas e destrutivas.

No entanto note que essa configuração não afeta Colômbia porque está cadente na casa 3, ou seja, sem poder. Onde entâo vão cair os problemas ? Fazendo o mapa de astrocartografia, vemos as linhas dos planetas, representando os lugares no planeta onde eles estavam em um dos ângulos (ascendente, descendente, MC ou IC). Veja a linha vermelha de marte-mercúrio, ela passa pelos estados norte-americanos de Kentucky, Tenesse e vários outros que foram recentemente devastados pelos tornados enquanto os americanos votavam na Super Terça, com 55 mortos, sendo o mais mortífero em décadas.

ingr-capri-2007-astcartografia-2.jpg

Clique no mapa para ampliar.

Já pra colômbia, o clima é regido por capricórnio, frio e seco, com seu regente, saturno, também num signo frio e seco. Num país equatorial isso significa pouco, mas em bogotá contribui para um clima “outonal” de pouca chuva e nebulosidade.

Mas, as cartas mundanas não são independentes. Como diz o astrólogo John Frawley, são como “rodas dentro de rodas”, e conforme elas vão rodando, vamos tendo mais detalhes. A segunda carta a se fazer é a da lua nova ou lua cheia imediatamente anterior ao ingresso, ou seja, em 9 Dezembro, meio dia e quarenta em Bogotá

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Bem, na carta acima, a primeira coisa a se notar é que o ascendente em peixes está conjunto à estrela fixa de natureza maléfica “Scheat”: segundo o Janus essa estrela é um presságio de desastres, ligada a catástrofes como inundações, etc. Além disso temos marte em câncer dentro da casa 4, enquanto a conjunção de Júpiter e Plutão está bem no MC. Júpiter em Sagitário é benéfico e bem comportado, mas aqui ele está com o maléfico plutão.

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Vendo a carta de astrocartografia acima, vemos que marte afeta todo o meio do continente (mas também a parte mas ocidental) e Júpiter-Plutão passa pela região de Colômbia e Peru.

O impacto dessas configurações já teve seu preço nas chuvas que inundaram o Peru em Janeiro e fevereiro.

Por enquanto é só, para não ficar muito longo. Depois escrevo a continuação.

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