Os planetas vão ao fórum

Posted on 4 de janeiro de 2009

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balanca

Na primeira parte desse artigo (O Julgamento)discutimos a metáfora do tribunal para compreender o mapa astral. Aqui continuamos:

Os processos

Os processos são julgados através das casas. Cada tópico da vida é representado por uma casa, e essa casa “administra” o processo que os planetas vão votar. Por exemplo, o casamento está sob o domínio da casa 7. Portanto a casa 7 vai “depositar” o processo casamento diante do tribunal para ser julgado. A pessoa vai casar ou não, e qual a natureza da pessoa com quem vai casar, assim como a felicidade geral desse cassamento.

A casa 7 administra mais processos que apenas o tema do casamento, como por exemplo inimigos, morte, etc, e cada processo tem um sub-administrador específico, as partes arábicas, por exemplo a parte do casamento, a parte da escravidão, etc.

O Advogado

O processo deve ser conduzido por um dos regentes do signo analisado (Regência, exaltação, triplicidade, e termo). Se pelo menos um deles não aspecta o signo que está na cúspide da casa (ou a parte arábica, etc) é como se o caso não tivesse um advogado para representá-lo e ele é rejeitado pela corte.

De acordo com Schmidt, cada uma das dignidades tem um papel específico no julgamento:

  • o regente do signo representa o advogado
  • o senhor da exaltação mostra a prioridade do caso
  • o senhor dos termos mostra o padrão com que o caso vai ser julgado, se vai ser rigoroso (maléficos), ou generoso (benéficos) – como num filme de advogado onde dizem “aceito seus termos?
  • o senhor da triplicidade conduz o caso e garante que ele esteja dentro dos padrões definidos pelo senhor dos termos.

Schmidt também coloca uma série de limitações que são muito restritivas e que realmente não adicionam muito à prática, então depois de refletir um pouco, prefiro não colocar aqui, para que o leitor não perca tempo preocupado com elas.

O tribunal e as regras de Morin

Com a compreensão da metáfora jurídica, podemos compreender mais facilmente o papel das regras de Morin.

Morin era um grande crítico dos chamados significadores essenciais. A lua por exemplo é significada essencialmente pela lua. O sol significa o pai ou o marido, ou o coração, etc. Cada vez que você olha para o mercúrio de um mapa e tira conclusões sobre a capacidade analítica de uma pessoa, você está usando um significador natural.

Morin desconfiava deles. Dizia que se isso funcionasse, uma mulher que nasceu com o sol aflito teria sempre problemas com o pai, o marido, pessoas de poder, doenças no coração e no olho esquerdo, tudo ao mesmo tempo ! Para “delimitar” os significados da carta, Morin sugeria que deviamos combinar a “analogia natural” do planeta, com a casa que esse planeta rege ou está posicionado.

É o mesmo caso do tribunal. Dissemos acima que, para ser ouvido no tribunal cósmico, o processo deve ser representado por um planeta dispositor do signo em questão. Vamos supor que estamos falando do signo que está na casa 7, por exemplo Libra, e que estamos analisando o casamento do nativo. Ora, venus tem “analogia natural” com casamento, ou seja, é significadora essencial do tema, portanto ela vai representar o casamento na carta astral.

Basta pensar da seguinte maneira “esse advogado gosta desse processo ?”. Cada advogado tem uma especialização, um gostam de varas de família, outros de litígios, etc. Vênus por exemplo tem analogia com casamento, marte com divórcio, saturno com solteirice, etc. Isso não impede o caso de ser julgado, apenas mostra o quanto o advogado vai se empenhar, e que tipo de resultado vamos ter, pois o planeta sempre deixa sua marca. Por exemplo marte representando o casamento pode representar justamente que você vai se casar com pessoas de temperamento marcial.

O julgamento – Juiz, júri e executor

O caso apresentando qualidades mínimas vai a julgamento, e agora cada planeta da carta faz sua função de júri e vai votar.

As regras da votação, resumindo o que falamos nesse artigo e no anterior, e também o que o Rodolfo já explicou, são as seguintes:

  • Planetas que tem dignidade no signo em consideração (regentes) tem mais peso no seu voto.
  • Planetas que estão em casas cadentes, retrógrados, ou ainda combustos, tem menos voto.
  • Planetas que estão em suas dignidades (por exemplo, sol em áries) são mais bonzinhos e tendem a votar sim para as coisas boas da vida.
  • Planetas que estão em suas debilidades (por exemplo marte em câncer) são mais malvados e tendem a votar não.
  • Planetas que tem analogia natural com o tema votam sim (exemplo Júpiter tem analogia com filhos e vota sim para temas de filhos).
  • Planetas que tem analogia contrária (por exemplo Saturno representa esterilidade) votam não.
  • Planetas que estão em sect tendem a votar sim, os que estão fora de sect tendem a votar não.

Agora combine tudo e sirva quente. Não esqueça que o resultado não é um simples “sim/não”. Cada um dos regentes vai dar a sua cor particular para o processo, e assim você vai ter que julgar a qualidade do resultado.

Por exemplo, no caso de um casamento, podemos saber a partir da análise:

  • a natureza básica do casamento – feliz/infeliz/dramático/altos e baixos/ estável/ monótono/violento, etc
  • a natureza do cônjuge – uma pessoa marcial ou lunar ou mercuriana ou….
  • Muitos casamentos ou poucos ? Se há divórcio, quais as causas ?
  • se no longo prazo o casamento beneficia ou prejudica o nativo, etc.

Agora pegue a sua carta e a de amigos e parentes e comece a brincar de Ally McBeal.

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